Levantamento da Pro-Música mostra que o sertanejo voltou ao primeiro lugar entre as músicas mais tocadas nas plataformas digitais no primeiro semestre de 2026, com forte domínio da produção nacional.
O gosto musical do brasileiro tem um retrato atualizado, e ele confirma velhas paixões. Um novo levantamento sobre as músicas mais ouvidas nas plataformas digitais mostra que o sertanejo voltou a liderar o consumo no país, reforçando o peso da produção nacional entre os hábitos de quem escuta música todos os dias.
O levantamento da Pro-Música
Os dados vêm de um raio-x divulgado pela Pro-Música, entidade que representa as principais gravadoras e produtoras fonográficas do Brasil. O estudo, publicado em 10 de julho de 2026, analisou as cinquenta músicas mais tocadas nas plataformas digitais durante o primeiro semestre daquele ano.
O retorno do sertanejo

O destaque do levantamento é o retorno do sertanejo ao primeiro lugar. O gênero havia sido ultrapassado pelo pagode em medições anteriores, mas retomou a liderança neste balanço. O movimento mostra como as preferências do público oscilam ao longo do tempo, sem que um estilo perca de vez o seu espaço.
Essa alternância entre gêneros é um traço marcante da música brasileira. Sertanejo, pagode e funk vêm se revezando na preferência dos ouvintes, e cada nova lista funciona como uma fotografia de um momento específico do consumo musical no país.
As músicas no topo da lista
Na primeira posição aparece a faixa Eu Te Seguro, em versão ao vivo, do cantor Panda, pela MJ Records. Em seguida vem Jetski, parceria de Pedro Sampaio com Mc Meno K e Melody, e na terceira colocação está Posso Até Não Te Dar Flores, de Dj Japa Nk, Mc Meno K, Mc Ryan Sp e Mc Jacaré.
A composição do pódio já revela a variedade do cenário atual. Ainda que o sertanejo lidere o conjunto, as músicas do topo transitam por sonoridades diferentes, o que mostra um público disposto a circular entre estilos dentro da mesma lista de mais tocadas.
Domínio da produção nacional
Talvez o dado mais impressionante seja a força da música feita no Brasil. Das cinquenta faixas mais tocadas, quarenta e oito são brasileiras, o que corresponde a 96% do total. É um domínio quase absoluto da produção nacional nas plataformas de streaming do país.
As duas únicas exceções são internacionais. A canção Swim, do grupo BTS, aparece na vigésima terceira posição, enquanto The Fate Of Ophelia, de Taylor Swift, ocupa o quadragésimo primeiro lugar. Fora essas faixas, toda a lista é ocupada por artistas brasileiros.
Um retrato da diversidade
O topo da lista reúne gêneros distintos, com sertanejo, pop e funk entre as três primeiras posições. Essa combinação ajuda a explicar por que nenhum estilo domina sozinho por muito tempo, já que o público brasileiro alimenta simultaneamente vertentes diferentes da música popular.
Como os dados são medidos
A metodologia do levantamento reúne informações de várias plataformas ao mesmo tempo. São considerados dados de Spotify, YouTube, Deezer, Apple Music, Amazon Music e Napster, o que dá ao estudo uma visão ampla do consumo em diferentes serviços de streaming usados pelos ouvintes.
Ao cruzar fontes tão variadas, o balanço consegue captar não apenas o gosto de um público específico, mas um panorama mais completo do que realmente toca nas caixas de som e nos fones de ouvido dos brasileiros ao longo do semestre.
O que os números revelam
Mais do que uma simples disputa de gêneros, os números falam sobre identidade cultural. A predominância esmagadora de artistas nacionais indica que, mesmo em um ambiente digital e globalizado, o brasileiro segue escolhendo majoritariamente a própria música na hora de apertar o play.
O retorno do sertanejo ao topo, somado ao domínio da produção nacional, confirma a vitalidade da cena musical do país. Enquanto os gêneros se revezam na liderança, uma constante permanece, que é a ligação forte e duradoura do público brasileiro com a música feita em casa.

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