A 11ª edição do Rock in Rio acontece no Rio de Janeiro em meio a um cenário de forte crescimento do mercado brasileiro, que se tornou o oitavo maior do mundo, impulsionado pelo streaming, pelo funk e pelo sertanejo.
A música brasileira vive um momento de destaque, e poucos eventos representam tão bem essa energia quanto o Rock in Rio. O festival voltou a tomar conta do Rio de Janeiro, reunindo multidões e confirmando o lugar do país no mapa musical global.
Mais do que um simples festival, o evento funciona como um termômetro do setor. A cada edição, ele mostra não apenas as tendências do momento, mas também a força de uma indústria que vem crescendo de forma acelerada nos últimos anos.
A 11ª edição do festival

Nesta temporada, o Rock in Rio chega à sua décima primeira edição, mantendo a tradicional realização a cada dois anos. Os shows acontecem na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, distribuídos entre os dias 4 a 6 e 11 a 13 de setembro.
Ao todo, são sete dias de festa espalhados por dois fins de semana. A estrutura gigantesca voltou a transformar a capital fluminense em um dos principais pontos de encontro para os fãs de música de diferentes estilos e idades.
Atrações de várias gerações
A programação desta edição chamou atenção pela diversidade. O festival reúne nomes que atravessam gerações e gêneros, indo do rock clássico ao pop contemporâneo, passando pela música brasileira e até pelo fenômeno global do k-pop.
Entre os destaques está Elton John, que se apresenta no que foi anunciado como o seu último show no Brasil. O público também pôde conferir Gilberto Gil, além de atrações internacionais como Maroon 5, Stray Kids, Demi Lovato e Jamiroquai.
O mercado brasileiro em alta
O sucesso do festival acompanha um cenário econômico muito favorável para a música no país. Segundo um relatório global do setor, a receita da música gravada no Brasil cresceu 14,1 por cento em 2025, um ritmo bem acima da média mundial.
Esse avanço foi suficiente para colocar o Brasil como o oitavo maior mercado de música do mundo. Para efeito de comparação, a receita global do setor cresceu 6,4 por cento no mesmo período, o que evidencia o quanto o país se destacou.
O streaming domina o consumo
Boa parte desse crescimento se explica pela forma como os brasileiros consomem música hoje. O streaming se consolidou como o principal meio de acesso, respondendo por cerca de 86 por cento de todo o mercado nacional.
Esse domínio das plataformas digitais transformou a maneira como os artistas alcançam o público. Hoje, uma canção pode viralizar em questão de dias e levar nomes desconhecidos ao topo das paradas, sem depender dos meios tradicionais.
Funk e sertanejo puxam o crescimento
Dois gêneros tipicamente brasileiros têm papel central nessa expansão. O sertanejo, muitas vezes comparado à música country, e o funk, nascido nas favelas cariocas, aparecem como grandes motores do consumo digital no país.
O funk, em especial, ultrapassou as fronteiras nacionais. Artistas como Anitta e Ludmilla ajudaram a levar o ritmo para playlists do mundo inteiro, transformando um som local em um produto de exportação cultural cada vez mais valorizado.
O que isso representa
A combinação entre um mercado em alta e festivais de grande porte revela um setor maduro e cheio de oportunidades. A música deixou de ser apenas entretenimento para se tornar também um importante motor econômico e cultural.
Ainda assim, os desafios permanecem, como garantir uma remuneração justa aos artistas na era do streaming. Mesmo assim, o momento atual mostra que a música brasileira tem fôlego de sobra para continuar conquistando espaço dentro e fora do país.
Bom contexto sobre Brasil.
Bom olhar a fundo sobre Brasil.