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Copom decide os juros nesta semana: o mercado aposta em nova queda da Selic para 13,75%

Bruno Carvalho Bruno Carvalho brunocarvalho.avalw.com · 3.4k reads Respect0 Save Share Read only
READS632live count PUBLISHED12 Sept2026 READING TIME4 min782 words LANGUAGEPortuguese
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O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne nos dias 15 e 16 de setembro para definir a taxa Selic, hoje em 14% ao ano. O mercado espera um corte de 0,25 ponto, enquanto a inflação segue acima da meta e o dólar é projetado em torno de 5,20 reais para o fim de 2026.

A semana promete ser decisiva para quem acompanha a economia brasileira. Nos dias 15 e 16 de setembro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o famoso Copom, volta a se reunir para decidir o rumo da taxa Selic, que funciona como a referência de todos os juros do país e influencia diretamente o bolso de milhões de famílias e empresas.

A reunião desta semana

As reuniões do Copom acontecem ao longo de dois dias, sempre com a decisão sendo anunciada na noite do segundo dia. Desta vez, o encontro começa na terça-feira e a definição sobre os juros deve sair na noite de quarta-feira, sendo aguardada com atenção por investidores, analistas e por qualquer pessoa que tenha uma dívida ou um investimento atrelado à taxa básica.

Onde está a Selic hoje

Cédulas e moedas de real continuam no dia a dia do brasileiro, mas é a taxa básica de juros definida pelo Banco Central que dita o custo do crédito e o rendimento das aplicações mais conservadoras.
Cédulas e moedas de real continuam no dia a dia do brasileiro, mas é a taxa básica de juros definida pelo Banco Central que dita o custo do crédito e o rendimento das aplicações mais conservadoras.

Atualmente, a taxa Selic está fixada em 14% ao ano, um dos patamares mais elevados dos últimos tempos. Esse nível alto é resultado de um longo ciclo de aperto monetário adotado pelo Banco Central para tentar conter a inflação, que insiste em permanecer acima do centro da meta estabelecida pelas autoridades econômicas do país.

Manter os juros em um patamar elevado tem um objetivo claro: encarecer o crédito, desestimular o consumo excessivo e, com isso, frear a alta generalizada dos preços. O problema é que essa mesma estratégia também torna mais caro tomar empréstimos, financiar um imóvel ou parcelar compras, além de pesar sobre as contas públicas por causa do custo da dívida do governo.

O que o mercado espera

A expectativa predominante entre os analistas é de que o Copom promova um novo corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic dos atuais 14% para 13,75% ao ano. Seria mais um passo dentro de um movimento gradual de afrouxamento, depois que os sinais de desaceleração da inflação começaram a abrir espaço para uma política monetária um pouco menos rígida.

O Boletim Focus, pesquisa semanal em que o Banco Central reúne as projeções de dezenas de instituições financeiras, aponta a Selic terminando o ano de 2026 justamente em 13,75%. Isso sugere que, se o corte se confirmar nesta semana, o mercado enxerga pouco espaço para novas reduções no curto prazo, mantendo os juros ainda em um nível considerado alto.

A inflação ainda acima da meta

O grande vilão que mantém os juros elevados continua sendo a inflação. A previsão mais recente do mercado financeiro para o IPCA, índice oficial de preços do país, é de 5% para o fechamento de 2026, um número que segue acima do teto tolerado pelas autoridades monetárias e que ajuda a explicar a cautela do Banco Central.

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3% ao ano, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo, o que coloca o limite superior em 4,5%. Como a projeção de 5% ultrapassa essa fronteira, o cenário reforça a ideia de que o afrouxamento dos juros deve continuar sendo conduzido com bastante prudência pela equipe econômica.

Dólar e crescimento no radar

Além da inflação, outros dois indicadores ajudam a compor o pano de fundo da decisão. O Boletim Focus projeta o dólar por volta de 5,20 reais para o fim de 2026, um patamar que pressiona os preços de produtos importados. Já a estimativa para o crescimento da economia foi levemente reduzida, passando para cerca de 1,92% neste ano, sinal de uma atividade mais contida.

Por que os juros importam para o seu bolso

Pode parecer um assunto distante e técnico, mas a decisão do Copom chega rápido à vida cotidiana. Quando a Selic cai, tende a ficar um pouco mais barato tomar crédito, financiar um carro ou usar o cartão parcelado, o que costuma dar algum fôlego ao consumo das famílias e ao caixa das empresas ao longo do tempo.

Por outro lado, uma Selic mais baixa reduz o rendimento de aplicações conservadoras muito populares no Brasil, como a poupança, os títulos do Tesouro atrelados à taxa e os fundos de renda fixa. Por isso, quem investe costuma reavaliar a carteira sempre que o Banco Central sinaliza uma nova direção para os juros básicos da economia.

O calendário à frente

Depois do anúncio da decisão, o Banco Central ainda divulga a ata da reunião, prevista para o dia 22 de setembro, um documento em que os diretores detalham os motivos por trás da escolha e dão pistas sobre os próximos passos. Com oito reuniões marcadas para 2026, cada encontro do Copom vira uma peça importante do quebra-cabeça econômico do país.

Seja qual for o resultado desta semana, a mensagem para o cidadão comum é a mesma: acompanhar de perto o rumo dos juros ajuda a tomar decisões melhores sobre gastar, poupar e investir. Em um país que já conviveu com inflação alta por décadas, entender o trabalho do Banco Central deixou de ser tema apenas de especialistas e virou parte do planejamento financeiro de qualquer família.

3 responses

Aprendi bastante sobre Copom aqui.

1
Carolina Lima4 days ago

Bom olhar a fundo sobre Copom.

1
Rodrigo Ribeiro4 days ago

Compartilho a ideia.

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Bruno Carvalho
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Bruno Carvalho 2026-09-12 · 4 min read · 632 reads
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