O Brasil atingiu um novo patamar no número de empresas em funcionamento, segundo levantamento do IBGE. De acordo com a reportagem, o país superou a marca de 10 milhões de empresas e outras organizações em 2024, um dado que serve como retrato do tamanho do tecido empresarial brasileiro e que foi divulgado pelo instituto nesta quinta-feira.
O total registrado vem acompanhado de um movimento de alta consistente nos últimos anos. Segundo a reportagem, o número é quase 6% acima do registrado em 2023 e 12% acima de 2022, ano em que o país contabilizava 9,4 milhões de organizações, o que mostra um crescimento contínuo na quantidade de empresas abertas e ativas.
Apesar do volume expressivo, a maior parte desse universo é formada por negócios de pequeno porte. Segundo a reportagem, mais de 90% das empresas são pequenas, com até nove empregados, o que indica que o crescimento no número de organizações está fortemente ligado a empreendimentos de menor escala espalhados pelo país.
O peso no emprego, porém, está concentrado em outro grupo. Segundo a reportagem, são as grandes empresas, com 250 ou mais funcionários, que concentram mais da metade das pessoas assalariadas, ou seja, embora sejam minoria em número, respondem pela maior fatia dos postos de trabalho com carteira no país.
O aumento de empresas, no entanto, não veio acompanhado de ganhos salariais expressivos. Segundo a reportagem, apesar do crescimento na quantidade de organizações, o salário se mantém estável, ao mesmo tempo em que a desigualdade por sexo e por escolaridade aparece como um ponto que se destaca nos dados levantados pelo instituto.
O estudo também joga luz sobre as diferenças de remuneração entre os setores. Segundo a reportagem, entre os ramos que mais empregam no Brasil, seis ainda pagam abaixo da média, um retrato que ajuda a entender as condições do mercado de trabalho e os desafios ligados à renda de parte significativa dos trabalhadores.
