A inflacao oficial do Brasil perdeu forca em julho e registrou o menor indice para o mes em quatro anos. Os dados sao do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica, o IBGE, responsavel pela medicao do IPCA, o indice oficial de precos ao consumidor no pais. O resultado aponta para uma desaceleracao no ritmo de aumento dos precos ao longo do periodo.
No mes de julho, o IPCA ficou em 0,07 por cento. O numero representa uma variacao bastante baixa para o indicador e ajuda a compor um cenario de precos mais comportados. Trata-se, segundo o IBGE, do menor resultado registrado para um mes de julho nos ultimos quatro anos, o que reforca a percepcao de arrefecimento da inflacao no pais.
O resultado de julho tambem veio abaixo do registrado no mes anterior. Em junho, o indice havia sido de 0,16 por cento, mais que o dobro do verificado agora em julho. A comparacao entre os dois meses evidencia a perda de forca da inflacao, com os precos subindo em um ritmo menor de um mes para o outro.
No acumulado de 12 meses, a inflacao chegou a 4,4 por cento. Com esse patamar, o indice voltou a ficar abaixo do teto da meta fixada pelo Conselho Monetario Nacional, o CMN, que e de 4,5 por cento. O retorno para dentro do intervalo da meta e visto como um sinal positivo em relacao ao controle dos precos no pais.
O principal alivio no mes veio dos alimentos, que ficaram mais baratos em julho e ajudaram a segurar o indice geral. Alem dos alimentos, os combustiveis tambem contribuiram para a desaceleracao da inflacao no periodo, atuando na mesma direcao e reduzindo a pressao sobre o resultado final do mes.
Nem todos os itens, no entanto, seguiram a mesma tendencia. A conta de luz teve alta no periodo e pressionou o orcamento das familias, funcionando como um fator de resistencia dentro do calculo do indice. Esse movimento mostra que, apesar da desaceleracao geral, alguns custos continuaram a pesar no bolso do consumidor.
Para os especialistas, os numeros indicam que a inflacao esta mais controlada no momento. Ainda assim, eles fazem um alerta de que fatores como o custo da energia e os precos internacionais podem provocar oscilacoes nos proximos meses. Ou seja, mesmo com o resultado positivo de julho, o cenario segue exigindo atencao daqui para frente.










