O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do Brasil, mostrou uma desaceleração em junho na comparação com o mês anterior. Segundo a reportagem, o índice de preços ao consumidor amplo perdeu força em relação a maio, sinalizando um ritmo de aumento de preços mais moderado neste mês e oferecendo uma fotografia antecipada de como a inflação vinha se comportando ao longo de junho.
A comparação entre os dois meses deixa clara a mudança de patamar. Segundo a reportagem, no mês passado o IPCA-15 havia atingido 0,62%, enquanto junho registrou uma alta de 0,41%, ou seja, os preços continuaram subindo, mas em um ritmo menor do que o observado em maio, o que caracteriza a desaceleração apontada no levantamento.
O número divulgado também ficou abaixo do que o mercado projetava. Segundo a reportagem, analistas esperavam um resultado de 0,44% para este mês, de modo que a alta de 0,41% veio um pouco menor do que a estimativa dos especialistas, um detalhe que costuma ser observado de perto por quem acompanha a trajetória dos preços no país.
Por trás dessa desaceleração está, sobretudo, o comportamento de um grupo específico. Segundo a reportagem, o movimento se deve principalmente ao grupo de alimentação e bebidas, que saiu de 1,38% em maio para 0,74% em junho, uma queda expressiva na variação desse conjunto de itens que pesou de forma relevante no resultado geral da prévia.
A perda de força desse grupo ajuda a explicar o alívio captado pelo índice. Segundo a reportagem, com os alimentos e bebidas pesando menos sobre os preços do que vinham pesando no mês anterior, esse arrefecimento aparece como o principal fator por trás da desaceleração registrada na prévia de inflação de junho, num segmento que costuma ter forte influência sobre o bolso das famílias.
A leitura, no entanto, não significa que a vigilância sobre os preços tenha diminuído. Segundo a reportagem, a economista ouvida avaliou que o mercado deve entender que o Banco Central segue bastante conservador e de olho na inflação, principalmente por conta de pressões domésticas, o que indica cautela mesmo diante de um dado mais favorável.
