O mercado de segunda mão explode no Brasil, com cerca de 118 mil brechós e projeção de movimentar bilhões. Vemos os números, quem impulsiona a moda circular e por que até as grandes marcas entraram nessa onda.
Durante muito tempo, comprar roupa usada carregava um certo estigma no Brasil, como se fosse coisa apenas de quem não tinha outra opção na vida. Esse cenário, porém, mudou por completo ao longo dos últimos anos. Hoje, garimpar peças em um brechó virou verdadeiro sinônimo de estilo, consciência e até de um certo bom gosto na hora de se vestir.
Neste artigo, vamos passear com calma pelos números que ajudam a entender esse verdadeiro fenômeno da moda de segunda mão por aqui. Veremos o tamanho real desse mercado, quem são as pessoas por trás de toda essa mudança e por que até as grandes marcas resolveram entrar nessa onda. Então vem comigo neste passeio pelo mundo dos brechós.
Um mercado que não para de crescer

Vamos começar justamente pelos números, porque eles impressionam de verdade qualquer um que pare um instante para observar. Segundo as informações disponíveis, o Brasil conta atualmente com cerca de 118 mil brechós em plena atividade, o que representa uma alta bastante expressiva de 31 por cento ao longo dos últimos cinco anos.
E todo esse crescimento acaba se traduzindo em um volume financeiro nada modesto para o setor como um todo. Segundo as informações disponíveis, estima-se que esse segmento deva movimentar aproximadamente 24 bilhões de reais em 2025, sendo que só o estado de São Paulo concentra por volta de 7 mil lojas desse tipo espalhadas pelo território.
Metade do país já entrou nessa
Se os números de lojas já impressionam bastante, o comportamento dos consumidores é ainda mais revelador de tudo isso. Segundo as informações disponíveis, um levantamento do Boston Consulting Group aponta que 56 por cento dos brasileiros já negociaram itens usados de alguma forma, seja comprando, seja vendendo aquilo que não usam mais em casa.
Dentro desse universo tão amplo, é a moda que acaba aparecendo na dianteira, bem à frente das demais categorias. Segundo as informações disponíveis, as roupas representam quase 50 por cento dessa adesão, seguidas de perto pelos calçados, com 34 por cento, e pelos acessórios, que aparecem logo atrás com 33 por cento das preferências.
Cada vez mais presente no guarda-roupa
Essa mudança de hábito não fica apenas na intenção, mas se reflete diretamente no que as pessoas de fato vestem no dia a dia. Segundo as informações disponíveis, já em 2024 as peças de segunda mão representavam cerca de 12 por cento do guarda-roupa dos brasileiros, um número que vem chamando bastante a atenção de todo o mercado.
E a tendência é que essa fatia continue aumentando de forma bastante consistente ao longo dos próximos tempos. Segundo as informações disponíveis, a projeção era de que esse percentual chegasse a algo em torno de 20 por cento já em 2025, mostrando que o consumo consciente deixou de ser exceção para virar um hábito cada vez mais comum.
Quem está puxando essa onda
Diante de números tão expressivos assim, é bastante natural querer entender quem está por trás de toda essa transformação. Segundo as informações disponíveis, o movimento é impulsionado principalmente pelos Millennials e pela Geração Z, que enxergam nesse tipo de consumo uma alternativa mais inteligente e alinhada aos seus próprios valores.
Existe também um fator bastante prático que ajuda a explicar essa verdadeira corrida aos brechós país afora. Segundo as informações disponíveis, a tendência surge em boa parte como resposta à inflação e à alta dos preços no varejo tradicional, com o segmento de seminovos e usados crescendo cerca de 10 por cento a cada ano no país.
As grandes marcas também aderem
O mais interessante de tudo é que esse movimento já deixou de ser exclusividade dos pequenos negócios independentes. Segundo as informações disponíveis, grandes redes como Riachuelo, Farm Rio e C&A já mantêm iniciativas voltadas para a moda circular, com projetos de coleta de roupas, reciclagem e reaproveitamento de tecidos e materiais diversos.
Esse interesse crescente das marcas mostra que a sustentabilidade virou também uma questão de negócio, e não apenas de consciência. Segundo as informações disponíveis, uma pesquisa do Sebrae realizada em 2025 revelou que os consumidores gastam, em média, entre 50 e 100 reais em estabelecimentos que têm a sustentabilidade como sua principal bandeira.
Estilo que cabe no bolso
No fim das contas, há um argumento que costuma pesar bastante na decisão de muita gente, que é justamente o preço. Segundo as informações disponíveis, enquanto a moda sustentável nova pode custar de duas a quatro vezes mais do que a chamada fast fashion, os brechós conseguem ser de 50 a 80 por cento mais baratos do que o varejo comum.
Fica claro, portanto, que vestir-se bem e cuidar do planeta não precisam ser coisas que andam em lados opostos. Entre garimpar uma peça única e ainda economizar no fim do mês, o brechó se firma como uma escolha que une estilo, bolso e consciência de uma vez só. E tudo indica que essa história ainda tem muitos capítulos pela frente.
brechó: melhor tratado que em outros lugares.
Compartilho a ideia.
E isso mesmo.