Com prazo final marcado para o fim de outubro, cerca de 120 empresas de ativos digitais correm para obter autorizacao no Brasil, enquanto bancos ampliam seus servicos e o setor entra em uma fase mais madura.
O mercado brasileiro de criptomoedas vive um momento decisivo em 2026, com uma nova rodada de exigencias regulatorias que promete separar as empresas preparadas daquelas que ainda operam sem qualquer autorizacao formal.
Um novo marco para o setor
Segundo o relatorio, cerca de 120 prestadores de servicos de ativos virtuais precisam apresentar o pedido de autorizacao ao Banco Central do Brasil ate o fim de outubro deste ano, sob risco de ficarem de fora do sistema financeiro.
De acordo com a analise, a base dessa mudanca esta na Lei 14.478 de 2022, conhecida como o marco legal dos ativos virtuais, que definiu pela primeira vez regras claras para quem atua com moedas digitais no pais.
O ponto de virada, conforme o documento, ocorreu em novembro de 2025, quando o Banco Central publicou tres resolucoes de uma so vez, estabelecendo quem precisa de licenca, os limites de capital e a ligacao com as normas cambiais.
A corrida contra o prazo

Com o calendario apertado, as empresas do setor entraram em uma verdadeira corrida contra o tempo. Segundo o relatorio, cada pedido enviado ao regulador deve vir acompanhado de um parecer independente que comprove a conformidade.
A pressao nao recai apenas sobre as corretoras. De acordo com as regras, bancos e instituicoes de pagamento ficam proibidos de manter relacoes com prestadores que nao tenham solicitado autorizacao ate o fim de outubro deste ano.
Regras que mudam o jogo
As novas exigencias vao muito alem de um simples registro. Conforme a analise, cada categoria de licenca traz um piso minimo de capital, que varia de cerca de dois milhoes a quase sete milhoes de dolares, conforme o tipo de operacao.
Essas condicoes, segundo especialistas ouvidos na reportagem, tendem a fortalecer os participantes mais estruturados e a reduzir o espaco para empresas pequenas que atuavam sem controles adequados de seguranca e de capital.
Bancos ampliam a oferta
Enquanto muitos participantes correm para se adequar, as instituicoes que ja cumpriram as exigencias enxergam uma oportunidade. De acordo com o relatorio, os bancos autorizados passaram a ampliar seus servicos ligados a ativos digitais.
Esse movimento, conforme o documento, tende a aproximar o setor tradicional do universo das criptomoedas, oferecendo aos clientes produtos regulados dentro de um ambiente considerado mais seguro e transparente pelo mercado.
O peso das stablecoins
Um dado chama a atencao no comportamento do mercado local. Segundo os numeros citados, o volume de negociacao com criptoativos no primeiro trimestre de 2026 alcancou cerca de 6,9 bilhoes de dolares em todo o pais.
De acordo com o levantamento, mais de 98 por cento desse volume envolveu moedas atreladas ao dolar, movimentadas pelo sistema de pagamentos instantaneos, o que reforca o carater pratico desse tipo de ativo no Brasil.
O que muda para o investidor
Para quem investe, a mensagem central e de cautela e atencao. Segundo especialistas, o investidor pode continuar comprando e guardando seus ativos, mas deve priorizar plataformas que estejam devidamente autorizadas pelo regulador.

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