Um estudo nacional realizado com mil adultos mostra que as medidas para promover uma alimentacao mais saudavel tem elevada aceitacao, mesmo com desafios ainda por resolver no consumo das familias.
A alimentacao saudavel voltou a ganhar destaque em Portugal, num momento em que as autoridades de saude procuram perceber como a populacao encara as politicas pensadas para melhorar aquilo que chega diariamente aos pratos das familias.
Um retrato da alimentacao em Portugal
Segundo o relatorio, a forma como comemos tem um peso enorme na saude de todos. As escolhas alimentares influenciam diretamente o risco de doencas cronicas e ajudam a explicar boa parte dos anos de vida perdidos com problemas evitaveis.
De acordo com os dados citados, o consumo reduzido de cereais integrais, a ingestao elevada de carne vermelha e o excesso de sal estao entre os principais fatores associados a perda de anos de vida saudavel na populacao portuguesa.
O que revela o estudo recente

Segundo o relatorio, o Programa Nacional para a Promocao da Alimentacao Saudavel realizou em 2025 um estudo de opiniao com uma amostra representativa de mil adultos residentes em Portugal, procurando ouvir o que pensam sobre as medidas propostas.
De acordo com a responsavel do programa, Maria Joao Gregorio, em declaracoes a agencia Lusa, os resultados mostram que as medidas de promocao da alimentacao saudavel reunem uma elevada aceitacao social, algo considerado bastante positivo.
As medidas com maior apoio
Segundo o relatorio, entre as varias propostas avaliadas, as medidas de natureza fiscal foram das que recolheram maior apoio. A proposta de ligar os impostos a qualidade nutricional dos alimentos foi vista com bons olhos por muitos inquiridos.
De acordo com os dados, a taxa aplicada as bebidas acucaradas ja faz parte das ferramentas usadas no pais. O objetivo passa por reduzir o consumo de produtos com muito acucar e travar o avanco de doencas associadas a ma alimentacao.
Rotulagem e informacao ao consumidor
Segundo o relatorio, houve tambem forte adesao as medidas ligadas a informacao. Muitos participantes defenderam sistemas de rotulagem simplificada na parte da frente das embalagens, para facilitar escolhas mais conscientes no momento da compra.
De acordo com o documento, os inquiridos apoiaram ainda a regulacao das alegacoes nutricionais e de saude, bem como a presenca de informacao nutricional nas ementas dos restaurantes, dando ao consumidor dados mais claros sobre o que consome.
Os desafios que persistem
Segundo o relatorio, apesar do apoio as medidas, os desafios continuam grandes. Uma parte significativa das criancas consome alimentos ultraprocessados e refrigerantes com acucar pelo menos uma vez por semana, um habito que preocupa os especialistas.
De acordo com os numeros apresentados, cerca de 44,7 por cento das criancas consomem fast food ou produtos ultraprocessados com regularidade, enquanto perto de 46,5 por cento bebem refrigerantes acucarados pelo menos uma vez por semana.
Sinais de melhoria e caminho a seguir
Segundo o relatorio, nem tudo sao motivos de preocupacao. Em 2025, a inseguranca alimentar moderada ou grave desceu para 3,5 por cento, o valor mais baixo registado desde 2019, um sinal considerado encorajador pelas autoridades de saude.
De acordo com os responsaveis, o desafio agora passa por transformar este apoio social em mudancas concretas no dia a dia. A aposta na educacao alimentar e em ambientes mais saudaveis surge como o caminho apontado para os proximos anos.
