As sociedades do sono recomendam sete ou mais horas por noite, e cerca de um em cada três adultos sofre de insónia. Uma nova orientação de 2026 coloca a terapia cognitivo-comportamental no centro do tratamento.
Dormir bem é frequentemente tratado como um luxo, mas a ciência é clara ao lembrar que o sono é uma necessidade básica para a saúde. Apesar disso, muitas pessoas continuam a dormir menos do que deviam ou a lutar noite após noite para conseguir finalmente descansar.
As dificuldades em adormecer e em manter o sono estão entre as queixas mais comuns nos consultórios. Novas orientações internacionais divulgadas em 2026 vieram reforçar a importância de tratar estes problemas de forma adequada e sempre baseada na melhor evidência disponível.
Quantas horas de sono precisamos
Uma das perguntas mais frequentes é quantas horas devemos realmente dormir. Segundo as recomendações de sociedades científicas do sono, os adultos devem dormir sete ou mais horas por noite para evitar os riscos associados ao sono insuficiente de forma prolongada.
De acordo com as mesmas fontes, as pessoas entre os dezoito e os sessenta e quatro anos devem procurar dormir entre sete e nove horas por noite. Curiosamente, os especialistas não definem um limite máximo rígido para o número de horas de sono recomendadas.
Uma dificuldade que afeta muitos adultos
A insónia está longe de ser um problema raro. Segundo dados citados por especialistas, cerca de um em cada três adultos experimenta insónia em algum momento, e para uma parte significativa dessas pessoas a dificuldade acaba mesmo por se tornar crónica.
Este número ajuda a perceber por que razão o tema tem ganho tanta atenção. Quando as noites mal dormidas se acumulam e se prolongam no tempo, deixam de ser um simples incómodo passageiro e passam a exigir uma abordagem bastante mais estruturada e cuidada.
O impacto da insónia na saúde

As consequências de dormir mal vão muito além do cansaço sentido no dia seguinte. De acordo com a informação disponível, a insónia persistente pode afetar a memória, o humor e o funcionamento do sistema imunitário, comprometendo o bem-estar geral da pessoa.
Os riscos, porém, não se ficam por aqui. Segundo os especialistas, a falta de sono continuada pode também aumentar a probabilidade de problemas como doenças cardíacas, diabetes e aumento de peso, o que reforça a ideia de que dormir é parte essencial da saúde.
As novas orientações de 2026
Foi neste contexto que a Academia Americana de Medicina do Sono divulgou, em 2026, uma nova orientação clínica dedicada à insónia crónica nos adultos. O documento procura ajudar os profissionais de saúde a escolher os tratamentos mais eficazes para cada situação.
Segundo o que foi divulgado, a orientação sugere a combinação de terapia cognitivo-comportamental para a insónia com medicação, em vez do uso isolado de medicamentos. Trata-se, no entanto, de uma recomendação classificada como condicional pelos próprios autores.
A terapia no centro do tratamento
Ao mesmo tempo, o documento sugere que a combinação de terapia com medicação não é necessariamente melhor do que a terapia cognitivo-comportamental usada de forma isolada. Por outras palavras, esta terapia surge como uma peça verdadeiramente central no tratamento.
Os autores sublinham ainda a importância de garantir um acesso equitativo a esta terapia e de reduzir as barreiras relacionadas com o custo. O objetivo, segundo o texto, é melhorar o tratamento da insónia para o maior número possível de pessoas afetadas.
Quando procurar ajuda
A principal mensagem é que a insónia persistente não deve ser ignorada nem enfrentada apenas com soluções improvisadas. Quando as noites mal dormidas se tornam frequentes, procurar aconselhamento profissional é o caminho mais seguro para recuperar um sono reparador e proteger a saúde a longo prazo.
Visão equilibrada sobre saúde.
Boa análise de saúde.