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Cientista portuguesa estuda no Ártico o papel do oceano no clima

Miguel Sousa Miguel Sousa miguelsousa.avalw.com · 5.3k reads Respect0 Save Share Read only
READS740live count PUBLISHED3 Sept2026 READING TIME3 min554 words LANGUAGEPortuguese
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A investigadora portuguesa Catarina V. Guerreiro integrou a expedição internacional IMAGE, no Mar da Gronelândia, para estudar a bomba biológica de carbono e o papel do oceano no combate às alterações climáticas.

Uma cientista portuguesa participou numa das mais recentes expedições internacionais dedicadas ao estudo do oceano no Ártico. A missão procurou compreender melhor o papel que o mar desempenha no combate às alterações climáticas, num dos ambientes mais frios e sensíveis de todo o planeta.

O trabalho, que decorreu ao longo de várias semanas a bordo de um navio de investigação, terminou no início de setembro. Durante a viagem, os cientistas estudaram a forma como o oceano capta o carbono presente na atmosfera e o transporta para as profundezas.

A expedição IMAGE

A campanha teve o nome de IMAGE, sigla que remete para o impacto da atividade de mesoescala na biogeoquímica do Mar da Gronelândia. O objetivo passou por observar de perto os processos naturais que ocorrem nesta região específica do Ártico.

Segundo a informação divulgada, a expedição partiu a 2 de agosto de Reiquiavique, na Islândia, e terminou a 3 de setembro de 2026 em Svalbard, na Noruega. Os trabalhos decorreram a bordo do navio oceanográfico espanhol Odón de Buen.

A bomba biológica de carbono

As águas frias do norte, onde o oceano ajuda a regular o clima. Imagem ilustrativa.
As águas frias do norte, onde o oceano ajuda a regular o clima. Imagem ilustrativa.

No centro da investigação esteve a chamada bomba biológica de carbono. Trata-se de um mecanismo natural através do qual o oceano captura carbono da atmosfera e o transporta para águas profundas, onde pode permanecer armazenado durante séculos.

Este processo tem um papel importante na regulação do clima, uma vez que ajuda a retirar dióxido de carbono da atmosfera. Compreender como funciona, e como poderá alterar-se no futuro, é essencial para antecipar a evolução do aquecimento global.

Uma equipa internacional

A expedição reuniu investigadores de vários países, num claro exemplo de cooperação científica à escala internacional. De acordo com os dados disponíveis, participaram equipas de Espanha, Alemanha, Dinamarca, França, Reino Unido, China e Portugal.

A colaboração entre diferentes nações permite juntar meios, conhecimento e experiência que dificilmente estariam ao alcance de um só país. No caso do estudo dos oceanos, esta partilha torna-se ainda mais relevante, dada a enorme dimensão do desafio.

A investigadora portuguesa

A presença portuguesa nesta missão coube a Catarina V. Guerreiro, investigadora ligada à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. O seu trabalho está também associado ao MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, e ao Instituto Dom Luiz.

A participação de uma cientista nacional numa expedição desta natureza reforça o contributo de Portugal para a investigação dos oceanos. O país tem uma longa ligação ao mar, que se estende também ao campo da ciência e da observação ambiental.

O oceano e o clima

Os oceanos absorvem uma parte significativa do dióxido de carbono que resulta da atividade humana, funcionando como um enorme regulador do clima do planeta. Sem esse papel, o aquecimento sentido à superfície seria provavelmente ainda mais acentuado.

O Ártico, e em particular o Mar da Gronelândia, é uma das zonas onde estes processos se tornam mais visíveis e sensíveis. As águas frias e as condições muito específicas da região fazem dela um local privilegiado para este tipo de observação.

Ciência para o futuro

Missões como esta permitem recolher dados que servirão de base a estudos durante os próximos anos. A informação obtida no terreno é fundamental para melhorar os modelos que procuram antecipar as mudanças no clima e nos oceanos do planeta.

Com o regresso da expedição a terra, começa agora a longa fase de análise de tudo o que foi recolhido. Os resultados poderão ajudar a compreender melhor de que forma o oceano continuará a influenciar o clima nas próximas décadas.

5 responses
Ana Silva2 weeks ago

Visão equilibrada sobre oceano.

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Camila Souza1 week ago

Bom contexto sobre oceano.

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Ines Araujo4 days ago

Compartilho a ideia.

0
Gustavo Almeida1 week ago

Compartilho a ideia.

0
Camila Rocha1 week ago

Penso igual.

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Miguel Sousa 2026-09-03 · 3 min read · 740 reads
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